TÉDIO

Minha rotina vem se desencadeando a alguns meses em tédio diário. Procuro brechas para aliviar tamanha tensão que chega a corroer o espaço do meu eu. Não existe lugar que comporte tal estranhamento que me envolta, é uma angústia incontrolável que anseia parar... Mas não para.
Certamente a vida, como mestra maior, enviará um de seus discípulos para resolver essa mistura de incertezas, somado a aflições e possíveis desenganos. O escolhido foi o TEMPO.
E por que a vida não me enviou a lógica para tal evento? Seria bem mais fácil mais lógico e conveniente. Com o raciocínio, eu descobriria sem maiores complicações o que há de errado com os meus pensamentos.
Ou então a razão? É, a razão que nunca falha, ela que nunca é falha. Me proporcionaria a chave da tranca da porta que ao abri-la, não precisaria do uso da lógica, pois ao encostar na maçaneta já teria comigo a certeza.
Então ela me envia o tempo; e o tédio junta-se a impaciência, o devaneio pede entrada, porém a sensatez que me sobra o impede. Com o “tempo” estou enxergando a vida de forma mais pausada, e observo as brechas que acima fiz menção com visão tridimensional, e aos poucos vou tendo respostas desejadas por mim.
Sem o tempo eu não entenderia o que a lógica e a razão queriam me mostrar. Só aquele administra a hora certa em que a ‘verdade lógica’ deve aparecer.
Ah! E o motivo do meu tédio? O tempo que passei escrevendo esse texto não foi suficiente para descobrir. Preciso aguardar um pouco mais para obter a resposta.

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