Algum dia nós, fracos, temos que mudar. Temos que mudar por nós, temos que mudar por alguém. Temos que mudar para que o mundo saiba que um ex-fraco, é hoje um forte.
Considero-me fraca por deixar que batam em mim enquanto assisto ao meu próprio martírio.
Sou fraca por chorar ao invés de segurar as lágrimas, erguer a cabeça e metaforicamente, injetar uma vacina contra a mágoa que irei carregar.
Um ser fraco como eu, é sensível e perdoa; porém os dias passam e algumas pessoas te fazem achar que a sensibilidade e o perdão são duas bolas de papel, pois na sua frente eles as arremeçam no lixo. É, eles vem e te fazem sofrer novamente.
Você tenta e recompõe-se, “pensa” que dessa vez a firmeza tomou conta de sua pessoa e aplica para si um dos mais velhos clichês existentes: “sou forte como uma rocha”.
Ops! Esqueci-me que as ondas do mar as desintegram lentamente, sendo o mesmo processo relacionado aos fracos.
Mas será mesmo que sou eu quem tem de mudar meu jeito fraco de ser? A cena do meu martírio vista por mim não é sinal de força? Ora! Pois sim. Me submeto a certas dores para evitar que fatos mais trágicos venham a acontecer.
Minhas lágrimas agem em legítima defesa. E eu sei que minha alma agradece quando elas escorrem e tiram o peso que lá existia.
Ser sensível e passivo do perdão é tão nobre quando aplicado ao que te magoou que expressa um sinal de força, que não é força física, mas é tão difícil quanto.
È forte quem possui dentro de si alguém fraco para suportar situações que machucam, incomodam, ferem e que apresentam lento trabalho para cicatrização.
Não precisa mudar algo em você por ser visto como um defeito, pois no fundo de tudo há um objetivo. E todos sabem qual é o seu.

ótimo o texto Carol,intenso e belo,parabéns!
ResponderExcluirlindo texto :)
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